Porque deve preocupar-se com tratamentos dentários antigos

Rever. Renovar. Regenerar.

Qualquer tipo de tratamento dentário – restaurações, obturações dentáriascoroas dentárias, implantes – é planeado e executado a pensar na durabilidade a longo prazo. No entanto, os materiais utilizados não são concebidos para durar indefinidamente, o que significa que, com o tempo, podem falhar, degradar ou vazar, libertando toxinas potencialmente prejudiciais nos tecidos e ossos circundantes. Como os dentes estão directamente ligados ao osso, isto abre caminho para que estas substâncias entrem na corrente sanguínea, impactando não só a saúde oral, mas vários sistemas em todo o corpo. Se suspeita que um tratamento dentário antigo está a causar problemas, uma segunda opinião dentária pode ser o primeiro passo.

Principais impactos de uma medicina dentária fraca ou desactualizada

O que é a Medicina Dentária de Revisão?

A verdade é que os tratamentos dentários anteriores podem já não servir os melhores interesses do paciente e podem, na verdade, estar a desencadear uma miríade de problemas de saúde que vão para além da boca. A Medicina Dentária de Revisão é uma abordagem padronizada que revê e actualiza tratamentos dentários antigos – envolve avaliar regularmente e, quando necessário, actualizar ou substituir coroas dentáriasobturações de amálgama e outros tratamentos mal-executados para garantir uma saúde oral e sistémica ideal.

A boca é a porta de entrada para o organismo e devemos garantir que esta porta é a mais segura e promotora de saúde possível.

O que esperar da nossa consulta de Revisão Dentária

Na nossa clínica dentária em Lisboa, uma consulta de Revisão Dentária significa dar um passo atrás para dar vários passos saudáveis ​​em frente.

Uma medicina dentária de má qualidade ou desactualizada pode comprometer muito mais do que apenas a boca.

A nossa equipa dentária multidisciplinar

Liderada por um dos mais conceituados médicos dentistas do mundo, Dr. Miguel Stanley, a equipa da White Clinic é integrativa e versátil, combinando diversas especialidades dentárias – medicina dentária biológica, diagnóstico avançado, medicina dentária imunológica, periodontologia, desintoxicação oral, medicina dentária cosmética, cirurgia oral e reabilitação oral – com formação de classe mundial, experiência sólida e excelente atendimento ao paciente.

Perguntas frequentes

O que é a medicina dentária de revisão?

É a avaliação diagnóstica de tratamentos dentários já realizados, quando existem sintomas, dúvidas, ou resultados que não corresponderam ao esperado. Na White Clinic inclui a análise dos registos disponíveis, exame clínico, diagnóstico por imagem, habitualmente CBCT, e avaliação funcional, concluindo com um relatório e, quando aplicável, uma proposta de plano. A avaliação incide sobre a situação clínica actual e não sobre a conduta de outros profissionais. Este enquadramento clínico foi desenvolvido e publicado pelo Dr. Miguel Stanley sob a designação Revision Dentistry.

Os tratamentos dentários duram para sempre?

Não, e essa é provavelmente a informação menos transmitida em medicina dentária. Na ortopedia sabe-se que uma prótese da anca tem uma vida útil finita, e existem vigilância estruturada e protocolos de revisão. Na cardiologia, os dispositivos implantados têm ciclos de vigilância e de substituição definidos. Na medicina dentária transmitiu-se historicamente uma expectativa implícita de permanência, sem que existam programas equivalentes de acompanhamento a longo prazo. Reconhecer que um tratamento tem um ciclo de vida não é admitir uma falha: é o que permite planear a sua revisão como cuidado preventivo, no momento em que a intervenção ainda é simples e conservadora.

Quando devo procurar uma segunda opinião dentária?

Quando persiste dor após um tratamento concluído; quando uma prótese ou um implante não funciona como esperado; quando lhe é proposto um plano extenso e pretende confirmar as alternativas; ou quando o resultado funcional ou estético não corresponde ao que foi acordado. Procurar uma segunda opinião é um direito do doente e, em geral, quanto mais cedo for feita, mais opções conservadoras existem.

A White Clinic revê tratamentos feitos noutras clínicas?

Sim. É política da clínica, há 26 anos, nunca perguntar onde nem por quem foi realizado um tratamento anterior. A avaliação incide sobre o que está na boca hoje, e o nome de quem executou o trabalho não altera o diagnóstico nem o plano. Sempre que exista conflito de interesses, a clínica recusa assumir o caso. O processo é conduzido pelo Dr. Miguel Stanley e pela equipa clínica, e inclui a análise dos registos que o doente disponibilize, diagnóstico por imagem próprio e a apresentação de um plano corrector quando existe indicação. A clínica dispõe de laboratório interno e de 9 gabinetes com tecnologia de diagnóstico no local. O trabalho que está bem executado mantém-se: não temos necessidade de inventar problemas, e o trabalho de qualidade resiste sempre a um exame atento.

Que tipos de tratamentos podem ser revistos?

Implantes com osseointegração comprometida ou peri-implantite; próteses fixas ou removíveis com adaptação ou função inadequadas; tratamentos endodônticos com sintomatologia persistente ou lesão periapical; reabilitações estéticas com falhas estruturais, infiltração ou fractura; e casos de ortodontia com recidiva. A avaliação inicial determina a viabilidade e a extensão de cada correcção.

A revisão dentária implica necessariamente refazer os tratamentos anteriores?

Não. Em muitos casos a avaliação conclui que o tratamento existente está adequado e que os sintomas têm outra origem, ou que é suficiente uma intervenção pontual de manutenção. O princípio é preservar o que está funcional e intervir apenas quando existe indicação clínica, com o plano mais conservador possível. A idade de um tratamento não é, por si só, indicação para o substituir: muitos tratamentos com décadas mantêm-se estáveis e funcionais. A revisão justifica-se quando existem sinais objectivos de rotura na interface entre o material e o tecido, como hemorragia à sondagem, perda óssea, mobilidade patológica, infiltração marginal ou fractura. Na ausência desses sinais, a resposta correcta é vigilância estruturada e não substituição.

Qual é a diferença entre revisão dentária e uma consulta de rotina?

A consulta de rotina destina-se ao rastreio e à manutenção preventiva num intervalo definido. A revisão é uma avaliação dirigida a tratamentos já realizados, com maior recurso a diagnóstico por imagem e análise detalhada da função, dos materiais e da adaptação das reabilitações existentes, com o objectivo de determinar se continuam adequados.

E se ninguém souber qual é a marca do meu implante?

É uma situação frequente e tem nome: implantes órfãos. São implantes cujo fabricante, plataforma protética ou conexão interna é desconhecido ou já não é comercializado, o que dificulta encontrar componentes compatíveis para a reabilitação. Importa dizer com clareza que ser um implante órfão não é, por si só, motivo para o remover. Se o implante for de material aceitável, estiver osteointegrado, mecanicamente estável e sem sinais de inflamação, a opção preferível é preservá-lo, mesmo que isso represente um inconveniente na reabilitação. A remoção justifica-se quando o componente é incompatível com uma reconstrução funcional correcta, ou quando existem sinais objectivos de falência biológica ou risco mecânico inaceitável.

A minha sinusite pode ter origem dentária?

Pode. Uma parte das sinusites maxilares crónicas tem origem odontogénica, frequentemente associada a infecção periapical persistente de dentes posteriores já submetidos a tratamento endodôntico. A drenagem crónica para o seio maxilar ao longo de anos pode contribuir para espessamento da mucosa, formação de quistos ou obstrução parcial, e complica qualquer reabilitação subsequente. A tomografia de feixe cónico permite avaliar em simultâneo os dentes e o seio maxilar, e o plano é definido em articulação com a especialidade médica sempre que indicado.

Devo substituir as minhas amálgamas?

Não pelo facto de serem amálgamas. A indicação para substituir uma restauração de amálgama é a mesma de qualquer outra restauração: infiltração marginal, fractura, cárie recorrente ou perda de selagem. Substituir restaurações funcionantes sem indicação clínica é intervenção desnecessária e implica desgaste adicional de estrutura dentária sã. A Convenção de Minamata prevê a redução progressiva da utilização de amálgama, sobretudo por razões ambientais, o que explica que hoje raramente seja usada em novas restaurações. Quando existe indicação para remover, a remoção é realizada sob isolamento absoluto com dique de borracha, com aspiração de alto volume e refrigeração, para reduzir a exposição durante o procedimento.

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