Rever. Renovar. Regenerar.
Qualquer tipo de tratamento dentário – restaurações, obturações dentárias, coroas dentárias, implantes – é planeado e executado a pensar na durabilidade a longo prazo. No entanto, os materiais utilizados não são concebidos para durar indefinidamente, o que significa que, com o tempo, podem falhar, degradar ou vazar, libertando toxinas potencialmente prejudiciais nos tecidos e ossos circundantes. Como os dentes estão directamente ligados ao osso, isto abre caminho para que estas substâncias entrem na corrente sanguínea, impactando não só a saúde oral, mas vários sistemas em todo o corpo. Se suspeita que um tratamento dentário antigo está a causar problemas, uma segunda opinião dentária pode ser o primeiro passo.
Na White Clinic, temos vindo a ligar os pontos entre o impacto da saúde oral na saúde geral há mais de duas décadas, e o potencial impacto sistémico da medicina dentária de má qualidade ou desactualizada é outro elo crucial quando se trata do bem-estar de todo o corpo.
No caso de falha do tratamento dentário, isto pode causar inflamação crónica de baixo grau – uma condição com consequências profundas e reais para o corpo, incluindo, mas não se limitando a um sistema imunitário comprometido, doenças cardiovasculares, diabetes e até mesmo certos tipos de cancro. Um número crescente de pacientes apresenta também sinais de hipersensibilidade aos metais e intolerância devido a ligas metálicas residuais em coroas e pontes dentárias antigas.
A verdade é que os tratamentos dentários anteriores podem já não servir os melhores interesses do paciente e podem, na verdade, estar a desencadear uma miríade de problemas de saúde que vão para além da boca. A Medicina Dentária de Revisão é uma abordagem padronizada que revê e actualiza tratamentos dentários antigos – envolve avaliar regularmente e, quando necessário, actualizar ou substituir coroas dentárias, obturações de amálgama e outros tratamentos mal-executados para garantir uma saúde oral e sistémica ideal.
A boca é a porta de entrada para o organismo e devemos garantir que esta porta é a mais segura e promotora de saúde possível.
Na nossa clínica dentária em Lisboa, uma consulta de Revisão Dentária significa dar um passo atrás para dar vários passos saudáveis em frente.
Começamos com uma avaliação abrangente do estado de saúde oral do paciente, do historial clínico e dos sintomas actuais.
O paciente é submetido a um exame clínico completo, apoiado por tecnologia avançada, para avaliar cáries, doenças gengivais, abcessos, cavitações, infecções e inflamação.
Esta avaliação profunda analisa também quais os materiais dentários presentes na boca do paciente e o seu nível de toxicidade (implantes de titânio, coroas e pontes metálicas…).
A nossa abordagem aos cuidados de saúde oral através de Medicina Dentária Biológica vai para além da boca, contemplando também a saúde sistémica. Isto significa que a nossa equipa também realizará as análises de sangue necessárias e outros exames avançados, para garantir diagnósticos precisos.
A informação e a comunicação claras são fundamentais quando se trata de discutir os potenciais riscos a longo prazo associados a um tratamento dentário desactualizado e ao plano de tratamento concebido para actualizar a medicina dentária obsoleta.
Com o consentimento informado do paciente, é realizado um protocolo de Revisão Dentária personalizado, de forma a remover ou corrigir o tratamento anterior, utilizando as mais recentes técnicas e materiais biocompatíveis.
A nossa abordagem integrativa à saúde geral significa utilizar terapias regenerativas e imunoterapias para acelerar e melhorar a recuperação completa da boca e do corpo.
Liderada por um dos mais conceituados médicos dentistas do mundo, Dr. Miguel Stanley, a equipa da White Clinic é integrativa e versátil, combinando diversas especialidades dentárias – medicina dentária biológica, diagnóstico avançado, medicina dentária imunológica, periodontologia, desintoxicação oral, medicina dentária cosmética, cirurgia oral e reabilitação oral – com formação de classe mundial, experiência sólida e excelente atendimento ao paciente.
É a avaliação diagnóstica de tratamentos dentários já realizados, quando existem sintomas, dúvidas, ou resultados que não corresponderam ao esperado. Na White Clinic inclui a análise dos registos disponíveis, exame clínico, diagnóstico por imagem, habitualmente CBCT, e avaliação funcional, concluindo com um relatório e, quando aplicável, uma proposta de plano. A avaliação incide sobre a situação clínica actual e não sobre a conduta de outros profissionais. Este enquadramento clínico foi desenvolvido e publicado pelo Dr. Miguel Stanley sob a designação Revision Dentistry.
Não, e essa é provavelmente a informação menos transmitida em medicina dentária. Na ortopedia sabe-se que uma prótese da anca tem uma vida útil finita, e existem vigilância estruturada e protocolos de revisão. Na cardiologia, os dispositivos implantados têm ciclos de vigilância e de substituição definidos. Na medicina dentária transmitiu-se historicamente uma expectativa implícita de permanência, sem que existam programas equivalentes de acompanhamento a longo prazo. Reconhecer que um tratamento tem um ciclo de vida não é admitir uma falha: é o que permite planear a sua revisão como cuidado preventivo, no momento em que a intervenção ainda é simples e conservadora.
Quando persiste dor após um tratamento concluído; quando uma prótese ou um implante não funciona como esperado; quando lhe é proposto um plano extenso e pretende confirmar as alternativas; ou quando o resultado funcional ou estético não corresponde ao que foi acordado. Procurar uma segunda opinião é um direito do doente e, em geral, quanto mais cedo for feita, mais opções conservadoras existem.
Sim. É política da clínica, há 26 anos, nunca perguntar onde nem por quem foi realizado um tratamento anterior. A avaliação incide sobre o que está na boca hoje, e o nome de quem executou o trabalho não altera o diagnóstico nem o plano. Sempre que exista conflito de interesses, a clínica recusa assumir o caso. O processo é conduzido pelo Dr. Miguel Stanley e pela equipa clínica, e inclui a análise dos registos que o doente disponibilize, diagnóstico por imagem próprio e a apresentação de um plano corrector quando existe indicação. A clínica dispõe de laboratório interno e de 9 gabinetes com tecnologia de diagnóstico no local. O trabalho que está bem executado mantém-se: não temos necessidade de inventar problemas, e o trabalho de qualidade resiste sempre a um exame atento.
Implantes com osseointegração comprometida ou peri-implantite; próteses fixas ou removíveis com adaptação ou função inadequadas; tratamentos endodônticos com sintomatologia persistente ou lesão periapical; reabilitações estéticas com falhas estruturais, infiltração ou fractura; e casos de ortodontia com recidiva. A avaliação inicial determina a viabilidade e a extensão de cada correcção.
Não. Em muitos casos a avaliação conclui que o tratamento existente está adequado e que os sintomas têm outra origem, ou que é suficiente uma intervenção pontual de manutenção. O princípio é preservar o que está funcional e intervir apenas quando existe indicação clínica, com o plano mais conservador possível. A idade de um tratamento não é, por si só, indicação para o substituir: muitos tratamentos com décadas mantêm-se estáveis e funcionais. A revisão justifica-se quando existem sinais objectivos de rotura na interface entre o material e o tecido, como hemorragia à sondagem, perda óssea, mobilidade patológica, infiltração marginal ou fractura. Na ausência desses sinais, a resposta correcta é vigilância estruturada e não substituição.
A consulta de rotina destina-se ao rastreio e à manutenção preventiva num intervalo definido. A revisão é uma avaliação dirigida a tratamentos já realizados, com maior recurso a diagnóstico por imagem e análise detalhada da função, dos materiais e da adaptação das reabilitações existentes, com o objectivo de determinar se continuam adequados.
É uma situação frequente e tem nome: implantes órfãos. São implantes cujo fabricante, plataforma protética ou conexão interna é desconhecido ou já não é comercializado, o que dificulta encontrar componentes compatíveis para a reabilitação. Importa dizer com clareza que ser um implante órfão não é, por si só, motivo para o remover. Se o implante for de material aceitável, estiver osteointegrado, mecanicamente estável e sem sinais de inflamação, a opção preferível é preservá-lo, mesmo que isso represente um inconveniente na reabilitação. A remoção justifica-se quando o componente é incompatível com uma reconstrução funcional correcta, ou quando existem sinais objectivos de falência biológica ou risco mecânico inaceitável.
Pode. Uma parte das sinusites maxilares crónicas tem origem odontogénica, frequentemente associada a infecção periapical persistente de dentes posteriores já submetidos a tratamento endodôntico. A drenagem crónica para o seio maxilar ao longo de anos pode contribuir para espessamento da mucosa, formação de quistos ou obstrução parcial, e complica qualquer reabilitação subsequente. A tomografia de feixe cónico permite avaliar em simultâneo os dentes e o seio maxilar, e o plano é definido em articulação com a especialidade médica sempre que indicado.
Não pelo facto de serem amálgamas. A indicação para substituir uma restauração de amálgama é a mesma de qualquer outra restauração: infiltração marginal, fractura, cárie recorrente ou perda de selagem. Substituir restaurações funcionantes sem indicação clínica é intervenção desnecessária e implica desgaste adicional de estrutura dentária sã. A Convenção de Minamata prevê a redução progressiva da utilização de amálgama, sobretudo por razões ambientais, o que explica que hoje raramente seja usada em novas restaurações. Quando existe indicação para remover, a remoção é realizada sob isolamento absoluto com dique de borracha, com aspiração de alto volume e refrigeração, para reduzir a exposição durante o procedimento.
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